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quarta-feira, 9 de maio de 2012

{De Mãe para Mãe} Viajar sem os filhos: como fica o coração?



Depois que somos mães, nossa vida muda, não é verdade? E como muda! Não sabemos mais o que é dormir (sempre rola aquela conferida básica para saber se o filho está bem), não saímos mais sem o kit básico de sobrevivência (fraldas, copos, água, papinhas infantis, etc), acostumamo-nos com o ruído da babá eletrônica como se fosse uma canção de ninar, andamos com calçados mais confortáveis para segurá-los no colo ou corrermos atrás deles, arrumamos 3 ou 4 malas antes de uma viagem… enfim.

Tem horas que o casal precisa relaxar um pouco e eu sempre estimulei os amigos a, pelo menos 1 vez por ano, viajarem a sós. Aqui em casa nós tentamos colocar isso em prática, mas está cada vez mais difícil. Voltamos recentemente de um fim de semana sem o filhão e quase morremos de saudades. Pois é, um fim de semana apenas e o coração estava bem pequenininho. Nem consigo me imaginar 15 dias fazendo um tour sem ele, por exemplo.

É muito estranho programar uma viagem sem parquinhos e outros atrativos infantis. A saudade começa antes mesmo de decidirmos o roteiro. Se um não estimular o outro, desistimos mesmo. Mil e uma perguntas passam pela nossa cabeça: Será que ele ficará bem? E se acontecer algo conosco? Não seria melhor levá-lo, como sempre fazemos? Depois de muitas indagações resolvemos embarcar.

Quando chegamos ao nosso destino, procuramos sair para jantar, valorizamos pequenas coisas como um simples pôr do sol e uma boa noite de sono, arriscamos programas mais radicais que não combinam com criança, etc. Mas de repente, tudo lembra o pequeno. Uma múscia, uma outra criança, um brinquedo, uma roupa. A saudade aperta e você fica no dilema: ligo ou não ligo? O que seria pior: ouvir a voz dele ou ficar sem ouví-la?

Depois de 3 dias de namorados, o que eu julgo muito importante para uma relação, finalmente retornamos. Chegamos felizes e renovados, mas com o coração em pedacinhos. Olhar de novo para aquele rostinho, escutar sua voz, sentir seu abraço, ouvir seu choro, tolerar suas malcriações… voltar para casa não tem preço! E voltar para casa e ouvir “Mamãe, eu chorei porque queria você” é no mínimo uma tortura. A verdade é que não sabemos mais como viver longe dessas criaturinhas. Eles precisam muito de nós ou nós que precisamos muito deles?.  

Uma vez por ano já está de bom tamanho. Vamos continuar em busca dos melhores passeios, hotéis e roteiros para levar o pequeno na mala para todos os lugares. 

E você? Encara numa boa a distância? 

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