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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Mobilização a favor do Parto Humanizado em Maceió


O Brasil dispara no ranking mundial pela quantidade de cesarianas que realiza. Para piorar a situação, os hospitais estão com maternidades lotadas, com falta de funcionários e falta de estrutura adaptados ao parto humanizado. O Parto Humanizado recoloca a mulher, e não os médicos, como a protagonista do nascimento do seu filho. Faltam às mulheres informações médicas durante o período pré-natal, direito a escolher o tipo de parto e direito a um acompanhante no nascimento do bebê.

Não sou contra a cesariana, de maneira alguma. Sou muitíssimo a favor dela quando indicada. Lutei pelo meu direito de ter um parto natural mas sou grata à cesariana e ao meu médico que trouxeram meu bebê saudavelmente ao mundo após ruptura de bolsa sem que ele estivesse encaixado ou com qualquer sinal de trabalho de parto. Sou contra a imposição da cesariana sem justificativa e a sistematização do parto que é aplicada na maioria dos hospitais, o que coloca o bem-estar da mulher em segundo plano. Sinto tristeza até hoje por não poder ter ficado com meu bebê enquanto eu me recuperava da cirurgia e nem ter colocado ele para mamar ainda no centro cirúrgico, sei lá por qual motivo. Mas também sou contra os excessos em relação a idéia fixa de prosseguir com um parto normal a todo e qualquer custo. Sou a favor do parto normal com a segurança da medicina atual e o tratamento mais "humano" que todos merecem.

Na tentativa de resgatar o Parto Humanizado, o grupo Roda Gestante realizará uma mobilização nesse fim de semana: Sábado, dia 04/08 às 11h, em frente à Maternidade Escola Santa Mônica e Domingo, dia 05/08 às 15h, na Orla da Pajuçara. O grupo liderado por Andrezza Souto, Fernanda Café, Bárbara Rose e Wanessa Oliveira promove reuniões quinzenais e gratuitas com troca de experiências,  informações sobre os vários tipos de parto e cuidados com o bebê. 

É importante lembrar que a vinda do bebê ao mundo é algo único, mágico e esperado por toda a família e a mamãe precisa se sentir amparada. Talvez sejam necessárias modificações no sistema público, nas tabelas de planos de saúde, na maneira como os hospitais tratam as gestantes e na mentalidade dos médicos para que esse panorama possa modificar.

Maiores informações: Andrezza Souto (82-9103-7659) , Fernanda Café (82-8804-6962), Bárbara Rose (82-8805-1013) e Wanessa (82-9199-8717).

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